
Riso que cuida, amor que abraça
Uma melodia que nasce do coração e abraça a alma. Ouça a canção que representa a essência do Dr. Bankete.
🎧 Use fones de ouvido para uma experiência mais envolvente
“Querida Matilde,
Hoje entrei em mais um quarto, levando seu sorriso no meu nariz vermelho. A cada criança que encontro, sinto você sussurrando no meu ouvido: ‘Escuta com o coração, filho. Escuta com o coração.’
Obrigado por me ensinar que o amor nunca morre — ele se transforma em missão, em cuidado, em presença. Você vive em cada gargalhada que provoco, em cada lágrima que enxugo, em cada abraço que dou.
Com todo meu amor e saudade,
Seu filho, Dr. Bankete”
Encontre um lugar tranquilo. Sente-se ou deite-se confortavelmente.
Feche os olhos… Respire fundo…
Inspire pelo nariz…
Segure um pouquinho…
Solte bem devagar pela boca…
Mais uma vez… Inspire…
Segure…
E solte…
Deixe seu corpo relaxar…
Solte os ombros…
A mandíbula…
O peito…
As mãos…
Deixe tudo ficar leve…
Agora, leve sua atenção até seu coração…
Imagine que dentro do seu peito existe uma luz suave… quente… amorosa…
Essa luz tem a cor que você quiser…
Ela cresce devagar…
Se expande…
Ilumina todo o seu peito…
E aos poucos, essa luz envolve todo o seu corpo…
Sinta essa luz te abraçando…
Te acolhendo…
E, nesse espaço de amor, convide agora a presença da sua mãe…
Imagine ela chegando… sorrindo pra você…
Da maneira mais bonita, mais amorosa, mais carinhosa que você consegue lembrar…
Ela olha pra você…
Se aproxima…
E diz, com toda a ternura:
“Meu filho querido… eu nunca fui embora de verdade…
Eu continuo aqui… dentro do seu coração…
No seu sorriso…
Na sua generosidade…
Na sua alegria…
No amor que você espalha no mundo…”
Ela segura suas mãos… olha nos seus olhos e continua:
“Eu te agradeço por tudo que vivemos…
Por todo amor que trocamos…
E agora, meu filho… eu te entrego a chave da sua própria liberdade…
Siga seu caminho… viva plenamente…
Leve comigo apenas o amor…
A saudade pode ser leve…
Eu estou em você… sempre…”
Sinta esse abraço…
Permita-se chorar se vier vontade…
Permita-se sorrir…
Agora, imagine que essa luz que envolve vocês dois cresce ainda mais…
E se transforma numa estrela…
Uma estrela que vai sempre brilhar no seu peito…
Sempre que você quiser, é só fechar os olhos e se lembrar desse amor…
Respire fundo…
Leve as mãos sobre o peito…
Sinta sua respiração…
Sinta sua vida…
Diga mentalmente ou em voz alta, pra você mesmo:
“Eu te amo, mamãe…
Eu te levo comigo, de forma leve, amorosa e viva.
Sigo meu caminho em paz, com você no meu coração.”
Inspire profundamente mais uma vez…
Solte devagar…
Quando se sentir pronto…
Mexa os dedos das mãos… dos pés…
Abra os olhos…
E volte…
Você está aqui.
Você está vivo.
E o amor… o amor nunca morre.
“Há um sorriso que carrego
Que nenhum espelho mostra
É o seu sorriso, Matilde
Que em mim sempre repousa”
“Quando visto meu nariz vermelho
E entro em cada quarto
Sei que você vem comigo
Fazendo de mim seu abraço”
“O palhaço que hoje sou
Nasceu do amor que me deste
E em cada criança que encontro
Seu carinho reveste”
O Dr. Bankete não nasceu do riso.
Nasceu do amor.
Antes do nariz vermelho, houve mãos dadas.
Antes do palco hospitalar, houve cuidado silencioso.
Antes da coragem de entrar em quartos difíceis,
houve uma mãe que ensinou, sem discurso,
que presença é o maior gesto de cura.
Matilde é o começo de tudo.
É dela que vem a paz que antecede o sorriso.
É dela que vem a escuta que não julga.
É dela que vem o afeto que sustenta
quando a vida pede mais do que força.
Essa imagem não fala de despedida.
Ela fala de continuidade.
De um amor que não acaba — se transforma.
O Dr. Bankete existe porque um dia
um filho aprendeu a cuidar da própria mãe
e entendeu que o riso pode ser abrigo,
que o humor pode ser colo
e que a alegria também é uma forma de permanecer.
Aqui não há personagem.
Há herança.
Onde Matilde sorri,
o Dr. Bankete nasce —
todas as vezes.